terça-feira, 7 de abril de 2015

Ode ao poeta




De repente me ponho a pensar... onde ficou a alma de poeta, que sabia transformar um sorriso pueril de criança, visto de relance, em uma revoada de borboletas em um canteiro de flores? O que aconteceu com a necessidade latente de canalizar em palavras a profusão de cores e explosões fantásticas de sentimentos, emoções e impulsos que transbordava da mente e do coração? Em que ponto a criatividade se escondeu?
Será que deixei que as preocupações cotidianas acabassem com o olhar de criança? Mudassem minha essência?
As paranoias, as preocupações, as suspeitas, o velho conhecido medo da solidão... parece que foram se espalhando como trepadeiras tomando conta de um muro, tomando conta de todos os espaços visíveis, empurrando e acuando até esconderem num buraquinho de reboco aquele otimismo latente e pulsante, que impulsionava a criatividade e via todo um cosmos de supernovas e galáxias de formas fantásticas escondidas no brilho de um olho castanho.
Mas isso não quer dizer que estou morto! O amor se reinventa, se mata para depois se fazer ressurgir, como uma fênix envolta em chamas e muito brilho! E se o amor encontra o caminho para se canalizar em palavras, ele torna-se eterno!

Viva o eterno! Viva o amor!

E que o poeta nunca morra para sempre...